Orientações básicas para se contar histórias

M10-A1

- Sempre que possível sente-se no nível das crianças.


- Uma boa história agrada a todo mundo, mas é preciso levar em conta a faixa etária da criança.


- Determine um dia ou horário para cada aluno ler ou contar uma história. Não force ninguém.


- Incentive as crianças diariamente, contando pequenas histórias sem mesmo ter o livro nas mãos.


- Curta a história – o bom contador acredita na sua história, se envolve e vibra com ela.


Se o Contador de Histórias não estiver interessado ou motivado, dificilmente conseguirá interessar as crianças.


Os velhos contos de fadas são histórias cheias de fantasias e de poesia. Lidam com sentimentos fundamentais do ser humano: o medo, a angústia, o ódio e o amor. Permitem à criança exercitar por meio da imaginação, soluções para problemas concretos da vida, que interessam ao adulto.


- Não explique demais – a adaptação de histórias é uma descaracterização da história na vida da criança. Muitas vezes, a história exerce a função de desenvolver ou até prolongar o mistério. Ao fazer a tradução ou adaptação, o professor deixa tudo muito bem esclarecido, não restando qualquer mistério.


- Uma história é um ponto de encontro – ao entrar numa roda de história, a criança participa de uma experiência comum que facilita o conhecimento e as ligações com outras crianças.


- Uma história também é um ponto de partida – a partir de uma história é possível desenvolver outras atividades: desenho, massa, cerâmica, teatro ou o que a imaginação sugerir.


- Moral da história – nenhuma, ou melhor, várias. Essa história sobre os segredos das histórias e os contadores de histórias é só o começo, o resto quem conta somos nós, com a experiência, a imaginação e o bom senso.


- Explique quando necessário, o significado das palavras novas.


- Visualize a história: imagine sons, sabores, cheiros, cores. Somente quando você vivencia a história, se insere no contexto emocional é que será capaz de transmiti-la aos seus ouvintes.


- Dirija a palavra a todos, olhe nos olhos de cada um. - Use a entonação de voz atraente (as emoções se transmitem por meio dela), sem exageros, faça suspense, faça drama, se emocione, expresse sua opinião sobre o tema e dê oportunidade para que a criança também apresente sua opinião. Coloque energia nas suas palavras. É desanimador ouvir um discurso monótono e sem emoção.


- Sua voz é uma ferramenta muito importante, suas emoções se transmitem por meio dela. Deve-se sussurrar quando a personagem fala baixinho ou está pensando em algo importante; levantar a voz quando uma algazarra aparece na história; falar de mansinho quando a ação é calma; dar pausas quando uma coisa importante vai acontecer – E de repente...


- Movimente o corpo (olhos, mãos e braços), mas sem exageros. Um simples “levantar de sobrancelhas” ou um “encolher de ombros”, podem frequentemente expressar mais que palavras.


- Crie a “hora e o dia da história”. Coloque avisos na sala, no quadro, do tipo: Não perca a história ___________dia_____ às ______horas. Estimule seus alunos, o entusiasmo contagia. Na escola, um bom horário é após o recreio para acalmar a turma, em casa pode ser à noite, antes de dormir.


- Depois de contar a história converse com as crianças para verificar o entendimento da mesma, debata as atitudes dos personagens, discuta sobre o final da história. As crianças podem dançar, cantar, representar, desenhar partes da história, enfim viver a história de maneiras diferentes. A dramatização é uma das melhores atividades de enriquecimento, pois além de ser uma das preferidas pelas crianças, oferece valores imprescindíveis ao desenvolvimento de um bom projeto de literatura.