CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS COMO FERRAMENTA PARA PREVENÇÃO DO ABUSO SEXUAL INFANTIL

M12-A2

Um dos contextos atuais em que o trabalho preventivo vem apresentando bons resultados é na área da violência contra a criança e adolescente, especificamente o abuso sexual. Uma das consequências do abuso sexual é que as crianças vítimas geralmente apresentam dificuldades em discriminar a diferença entre o que é um ato agressivo e um ato cooperativo, não conseguindo agir de forma adequada frente a essas situações. Assim, as ações preventivas nessa área tem o objetivo de eliminar ou reduzir os fatores que possam favorecer atitudes agressivas, eliminando ou reduzindo os fatores sociais, culturais e ambientais que propiciam os atos agressivos.Uma alternativa apontada nos programas de prevenção ao abuso sexual infantil seria a utilização de livros infantis nesses programas, o que remete ao objetivo do presente estudo: avaliar a eficácia da contação de história como meio para a aquisição de habilidades de autoproteção contra o abuso sexual em crianças do Ensino Fundamental. Mais especificamente verificar se a leitura da história O Segredo da Tartanina pode promover a aquisição de habilidades de autoproteção contra o abuso sexual em crianças em comparação a outro livro infantil de prevenção, não específico à violência sexual da criança ou abuso. A intervenção será realizada em uma Escola Estadual de Ribeirão Preto. A primeira fase da pesquisa já foi concluída e trata-se da tradução e adaptação para a língua portuguesa do instrumento para avaliação de aquisição de habilidades autoprotetivas o WIST-III-R (What If Situation Test), a próxima etapa terá início no mês de março e deverá compreender uma oficina de contação de histórias com 3 grupos de crianças no ambiente escolar (o grupo 1 irá usar o livro específico sobre prevenção ao abuso sexual, o grupo 2 irá utilizar o livro sobre prevenção não específico e o grupo 3 será o grupo controle) e entrevista (em forma de pré e pós-teste e follow-up) com cada uma delas de forma individual para o preenchimento do instrumento de avaliação. Como resultado, espera-se que as crianças que participarem das intervenções desenvolvam as habilidades de reconhecer a aproximação inapropriada de um adulto, resistir às investidas e seduções do adulto agressor e relatar o fato ocorrido, espera-se ainda que o grupo 1 tenha um desempenho melhor do que as crianças dos outros grupos.


Sheila Maria Prado Soma**, Lúcia Cavalcanti de Albuquerque Williams. (Programa de Pós-graduação em Psicologia, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos – SP)


Fonte: http://cbtc.fbtc.org.br/Edicao/2013/trabalhosCBTC/IA008.pdf